Ives Gandra Martins é um renomado jurista brasileiro, nascido em São Paulo em 1936. Ele é um dos mais influentes e produtivos juristas do país, tendo atuado como advogado, professor, magistrado e autor de diversas obras jurídicas.
Martins é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado e doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele é professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, em São Paulo, e membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas, entre outras instituições.
Além de sua atuação acadêmica, Ives Gandra Martins é conhecido por suas contribuições ao Direito como magistrado, tendo atuado como desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e do Tribunal Superior do Trabalho. Ele também é consultor jurídico de diversas entidades e empresas, e é considerado um dos principais expoentes do pensamento conservador no campo do Direito no Brasil.
(Bolsonado e Ives Gandra Martins Filho)
Quais pensamentos conservadores Ives Gandra defende ?
Ives Gandra Martins é um jurista conhecido por suas posições conservadoras em diversos assuntos. Em relação ao Direito, suas posições são bastante influentes no debate público no Brasil. Algumas das posições que ele defende incluem:
Defesa da Constituição e do Estado de Direito: Gandra Martins é um defensor da Constituição e do Estado de Direito, e argumenta que a interpretação rigorosa da lei e da Constituição é fundamental para garantir a estabilidade institucional e a previsibilidade do sistema jurídico.
Liberalismo econômico: Ele defende a economia de mercado e a livre iniciativa, argumentando que a iniciativa privada é essencial para o desenvolvimento econômico do país.
Conservadorismo moral: Gandra Martins é conhecido por suas posições conservadoras em questões morais, como a defesa da vida desde a concepção e a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele também defende a importância da família e da religião na sociedade.
Direito do Trabalho: Gandra Martins é um especialista em Direito do Trabalho e defende uma abordagem conservadora nessa área, argumentando que o excesso de proteção trabalhista pode levar ao desemprego e à falta de competitividade das empresas.
É importante notar que nem todos os juristas brasileiros concordam com as posições de Ives Gandra Martins, e há um intenso debate em torno dessas questões no meio jurídico e na sociedade em geral.
Porque Comunistas como José Dirceu temem Ives Gandra ensinando sobre Direito em Escolas Militares ?
José Dirceu é um político e ex-ministro brasileiro, que foi condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Por sua vez, Ives Gandra Martins é um jurista conhecido por suas posições conservadoras no campo do Direito.
É fato que as posições de Ives Gandra Martins são bastante controversas e têm gerado polêmica no meio jurídico e político. Como já mencionado, ele é conhecido por suas posições conservadoras em diversos assuntos, incluindo questões morais e econômicas.
Além disso, o fato de Gandra Martins ser convidado para dar aulas em escolas militares pode ser visto como um indicativo de que suas posições são valorizadas por setores militares e conservadores do país. Isso pode gerar desconforto ou críticas por parte de setores políticos e ideológicos que têm visões distintas.
No entanto, é importante ressaltar que o debate em torno das posições de Ives Gandra Martins deve ser realizado de forma respeitosa e fundamentada, sem recorrer a generalizações ou polarizações que possam comprometer a construção de um diálogo plural e democrático.
Posições Liberais defendidas por Ives Gandra :
É possível mencionar algumas das posições liberais que Gandra Martins já defendeu em seus escritos e declarações públicas. Algumas delas são:
Defesa da economia de mercado: Ives Gandra é um defensor da economia de mercado e da livre iniciativa, argumentando que a iniciativa privada é essencial para o desenvolvimento econômico do país.
Crítica ao excesso de intervenção estatal na economia: Ele argumenta que o excesso de intervenção estatal na economia pode levar a ineficiências e à falta de competitividade das empresas.
Defesa da liberdade individual: Gandra Martins é um defensor da liberdade individual e argumenta que o Estado deve respeitar a autonomia das pessoas em questões como liberdade de expressão, religião e escolha pessoal.
Crítica ao excesso de proteção trabalhista: Ele argumenta que o excesso de proteção trabalhista pode levar ao desemprego e à falta de competitividade das empresas.
É importante notar, no entanto, que as posições de Ives Gandra Martins são bastante controversas e geram polêmica no meio jurídico e político. Há diferentes visões sobre os efeitos e benefícios das políticas econômicas e sociais que ele defende, e o debate em torno dessas questões deve ser realizado de forma respeitosa e fundamentada.
DECÁLOGO DE IVES GANDRA
II O direito abstrato apenas ganha vida quando praticado. E os momentos mais dramáticos de sua realização ocorrem no aconselhamento às dúvidas, que suscita, ou no litígio dos problemas, que provoca. O advogado é o deflagrador das soluções. Sê conciliador, sem transigência de princípios, e batalhador, sem tréguas, nem leviandade. Qualquer questão encerra-se apenas quando transitada em julgado e, até que isto ocorra, o constituinte espera de seu procurador dedicação sem limites e fronteiras.
III Nenhum país é livre sem advogados livres. Considera tua liberdade de opinião e a independência de julgamento os maiores valores do exercício profissional, para que não te submetas à força dos poderosos e do poder ou desprezes os fracos e insuficientes. O advogado deve ter o espírito do legendário El Cid, capaz de humilhar reis e dar de beber a leprosos.
IV Sem o Poder Judiciário não há Justiça. Respeita teus julgadores como desejas que teus julgadores te respeitem. Só assim, em ambiente nobre a altaneiro, as disputas judiciais revelam, em seu instante conflitual, a grandeza do Direito.
V Considera sempre teu colega adversário imbuído dos mesmos ideais de que te reveste. E trata-o com a dignidade que a profissão que exerces merece ser tratada.
VI O advogado não recebe salários, mas honorários, pois que os primeiros causídicos, que viveram exclusivamente da profissão, eram de tal forma considerados, que o pagamento de seus serviços representava honra admirável. Sê justo na determinação do valor de teus serviços, justiça que poderá levar-te a nada pedires, se legítima a causa e sem recursos o lesado. É, todavia, teu direito receberes a justa paga por teu trabalho.
VII Quando os governos violentam o Direito, não tenhas receio de denunciá-los, mesmo que perseguições decorram de tua postura e os pusilânimes te critiquem pela acusação. A história da humanidade lembra-se apenas dos corajosos que não tiveram medo de enfrentar os mais fortes, se justa a causa, esquecendo ou estigmatizando os covardes e os carreiristas.
VIII Não percas a esperança quando o arbítrio prevalece. Sua vitória é temporária. Enquanto, fores advogado e lutares para recompor o Direito e a Justiça, cumprirás teu papel e a posteridade será grata à legião de pequenos e grandes heróis, que não cederam às tentações do desânimo.
IX O ideal da Justiça é a própria razão de ser do Direito. Não há direito formal sem Justiça, mas apenas corrupção do Direito. Há direitos fundamentais inatos ao ser humano que não podem ser desrespeitados sem que sofra toda a sociedade. Que o ideal de Justiça seja a bússola permanente de tua ação, advogado. Por isto estuda sempre, todos os dias, a fim de que possas distinguir o que é justo do que apenas aparenta ser justo.
X Tua paixão pela advocacia deve ser tanta que nunca admitas deixar de advogar. E se o fizeres, temporariamente, continua a aspirar o retorno à profissão. Só assim poderás, dizer, à hora da morte: “Cumpri minha tarefa na vida. Restei fiel à minha vocação. Fui advogado”.
