O que Heródoto disse a respeito da Babilônia ?
Heródoto, um historiador grego do século V a.C., escreveu sobre a Babilônia em sua obra "Histórias". Ele descreveu a cidade como sendo fortemente fortificada e rica em recursos, com uma grande população e muitos templos e palácios. Ele também mencionou as tradições e costumes da cidade, incluindo o uso de escravos para construir suas estruturas monumentais. Ele também mencionou a grande torre de Babilônia, conhecida como a Torre de Bel. Ele descreveu a cidade como sendo governada por reis muito poderosos.
A cultura Babilônica.
A cultura babilônica foi uma das mais antigas e influentes da Mesopotâmia antiga. Os babilônios desenvolveram uma escrita cuneiforme, uma forma de escrita antiga feita com instrumentos chamados cunhas, que permitiu a registro de informações comerciais, históricas e literárias. Eles também desenvolveram um sistema numérico baseado no sexagesimal (usando 60 como base) que influenciou a matemática moderna.
Os babilônios também foram conhecidos por sua arquitetura e engenharia, incluindo a construção de grandes zigurates (torres religiosas) e a famosa Torre de Bel. Eles também foram conhecidos por suas artes decorativas, como cerâmica e metalurgia.
Os babilônios também desenvolveram uma rica mitologia e religião, que incluía deuses e deusas associados aos elementos da natureza e às atividades humanas. Eles também acreditavam em um sistema zodiacal e desenvolveram uma forma complexa de astrologia.
Além disso, os babilônios foram conhecidos por sua literatura, incluindo a "Epopeia de Gilgamesh", que é considerado um dos primeiros grandes trabalhos literários da humanidade.
A religião Babilônica.
A religião babilônica era politeísta e incluía muitos deuses e deusas associados aos elementos da natureza e às atividades humanas. Os deuses eram frequentemente representados como humanos ou animais com características humanas. A religião era praticada em templos e santuários, onde os sacerdotes realizavam cerimônias e oferecimentos.
Os deuses mais importantes incluiam Marduk, o deus principal da cidade de Babilônia, associado ao céu, à justiça e à guerra. Anu, o deus do céu, e Enlil, o deus do vento, eram outros deuses importantes. Também havia deusas, como Ishtar, a deusa do amor e da guerra, e Inanna, a deusa da fertilidade e da agricultura.
Os babilônios acreditavam que os deuses intervinham na vida humana e que os eventos na terra refletiam as ações dos deuses. Eles também acreditavam que os deuses podiam ser propiciados através de orações e oferendas. A religião babilônica também incluía práticas como divinação, uso de órgãos extáticos, e a interpretação dos sonhos.
Os babilônios também acreditavam em um sistema zodiacal e desenvolveram uma forma complexa de astrologia, que eles usavam para prever eventos futuros e para orientar as decisões políticas e militares.
Heródoto e os Jardins Suspensos da Babilônia.
Heródoto menciona os Jardins Suspensos da Babilônia em sua obra "Histórias". Ele descreve os jardins como sendo construídos pelo rei Nabucodonosor II como um presente para sua esposa, a rainha Amytis. Ele relata que os jardins foram construídos em quatro andares, cada um com uma largura de cerca de 400 metros e uma altura de cerca de 75 metros. Ele diz que os jardins foram irrigados por meio de um sistema de canais que levavam água do rio Eufrates.
Heródoto relata que os jardins incluíam várias plantas e árvores, incluindo cedros, pinheiros e palmeiras, e eram tão grandes e imponentes que pareciam "suspensos no ar". Ele também menciona que os jardins eram decorados com estátuas de animais e outros adornos.
Embora Heródoto tenha escrito sobre os Jardins Suspensos da Babilônia, alguns historiadores questionam sua existência real, pois não há outras fontes históricas ou arqueológicas que confirmem a existência desses jardins. Alguns acreditam que Heródoto pode ter exagerado ou mesmo inventado a história dos jardins.
Os Codigos de Hamurabi.
Os Códigos de Hamurabi são uma coleção de leis escritas durante o reinado do rei babilônico Hamurabi, que governou de 1792 a 1750 a.C. Essas leis cobrem uma ampla variedade de assuntos, desde propriedade e negócios, até crimes e punições. Eles foram escritos em caracteres cuneiformes e inscritos em uma estela de pedra alta de aproximadamente 2 metros, que foi encontrada em 1901 em Susa, atualmente na Irã.
Os Códigos de Hamurabi são considerados como uma das primeiras coleções de leis escritas na história e são considerados como uma das principais fontes para entender a sociedade e as leis da Mesopotâmia antiga. Eles são conhecidos por sua clareza e precisão na definição de crimes e punições, e por sua abrangência em abranger muitos aspectos da vida cotidiana.
Alguns dos temas incluídos nos Códigos de Hamurabi incluem: propriedade, negócios, contratos, direito de família, crimes e punições, direito de propriedade, direito agrário e direito marítimo. Eles também incluem disposições para a proteção dos direitos dos mais fracos, tais como os escravos, os órfãos, as viúvas, os estrangeiros e os pobres.
Os Códigos de Hamurabi foram um dos primeiros conjuntos de leis escritas na história e continham um total de 282 leis que regulavam vários aspectos da vida na Babilônia, incluindo questões civis, comerciais e criminais. As leis foram organizadas em torno do princípio de "olho por olho, dente por dente", o que significa que a punição pelos crimes cometidos deveria ser proporcional ao dano causado.
Algumas das leis mais famosas incluem aquelas que tratam da responsabilidade criminal, que estabelecem a culpabilidade presumida de um acusado em determinadas circunstâncias. Outras leis regulavam questões como o pagamento de salários, a venda de produtos e a propriedade de terras.
Os Códigos de Hamurabi são considerados como uma importante contribuição para a história do direito e têm influenciado sistemas jurídicos modernos até os dias de hoje.
Quais eram as leis dos Códigos de Hamurabi ?
- Responsabilidade criminal: estabelecia a culpabilidade presumida de um acusado em determinadas circunstâncias, como quando um edifício desabava e matava pessoas.
- Propriedade: tratava de questões como posse e transferência de terras, compra e venda de propriedades e questões relacionadas a dívidas.
- Família: regulava questões relacionadas ao casamento, divórcio, paternidade, adoção e herança.
- Escravidão: estabelecia direitos e deveres dos escravos e seus proprietários, incluindo questões de liberdade condicional e libertação.
- Comércio: regulamentava o comércio e as transações comerciais, estabelecendo preços máximos para bens e serviços e punições para a venda de produtos inferiores.
- Salários: estabelecia salários mínimos para diferentes profissões, bem como penalidades para empregadores que não pagavam seus trabalhadores.
- Penalidades: estabelecia punições para diferentes tipos de crimes, que variavam desde multas até castigos físicos e pena de morte. A lei mais famosa deste tipo é o "olho por olho, dente por dente", que significava que a punição pelos crimes cometidos deveria ser proporcional ao dano causado.
A destruição da Babilônia.
A Babilônia foi destruída e conquistada várias vezes ao longo da história. Uma das mais notáveis destruições foi durante o reinado do rei caldeu Nabucodonosor II, quando ele conquistou a cidade de Jerusalém em 586 a.C. e levou o povo judeu como cativos para Babilônia. Durante esse período, Babilônia tornou-se uma das principais potências do mundo antigo.
No entanto, em 539 a.C., a Babilônia foi conquistada pelo império persa liderado por Ciro, o Grande. Ele permitiu que os judeus retornassem para sua terra natal e restaurassem o Templo de Jerusalém. Após a conquista, a Babilônia continuou a ser uma importante cidade do império persa, mas não mais como a capital.
Em 331 a.C., a Babilônia foi conquistada pelo general Alexandre, o Grande, e tornou-se parte do império helenístico. Durante este período, a cidade continuou a ser uma importante cidade comercial e cultural, mas sua importância política diminuiu.
A Babilônia continuou a ser uma cidade habitada até o século III d.C., quando foi gradualmente abandonada devido à mudança dos cursos dos rios e ao colapso do império romano. Hoje, as ruínas da antiga Babilônia são um importante sítio arqueológico e estão sob a proteção da UNESCO como Patrimônio Mundial.
O profeta Jeremias e a Babilônia.
O profeta Jeremias era um profeta bíblico que viveu durante o reinado do rei Judá, Joaquim, e a invasão da Babilônia. Ele foi chamado por Deus para profetizar ao povo de Judá, avisando-os sobre a iminente invasão e destruição de sua cidade, Jerusalém, pelos babilônios. Ele também profetizou sobre o exílio dos judeus na Babilônia e sua libertação posterior.
Jeremias profetizou que a Babilônia seria a punição divina para o pecado do povo de Judá, e que o exílio duraria 70 anos. Ele também aconselhou o povo a se render à Babilônia e a se adaptar à vida na terra estrangeira, ao invés de resistir e lutar contra os invasores.
Jeremias também escreveu a respeito da restauração do povo de Judá e da reconstrução de Jerusalém e do Templo, depois que o exílio tivesse terminado. Ele profetizou que a restauração seria realizada pelo "um rei justo" que Deus escolheria para governar sobre eles.
A profecia de Jeremias sobre o exílio de 70 anos foi cumprida quando o império persa, liderado por Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia e permitiu que os judeus retornassem para sua terra natal e reconstruíssem Jerusalém e o Templo. As profecias de Jeremias são registradas no livro de Jeremias na Bíblia.
Profecias de Ezequiel sobre a Babilônia.
Ezequiel era um profeta bíblico que viveu durante o exílio de Judá em Babilônia, aproximadamente entre 593 e 571 a.C. Ele foi levado cativo junto com outros judeus após a queda de Jerusalém para o império neo-babilônico. Ele é conhecido por suas profecias sobre a destruição de Jerusalém e a punição divina para o pecado do povo de Judá.
Ezequiel também profetizou sobre a destruição da Babilônia. Ele profetizou que a cidade seria destruída e que seus deuses seriam humilhados. Ele profetizou que a Babilônia seria transformada em um lugar desolado e que seus habitantes seriam espalhados pelas terras estrangeiras. Ele também profetizou que o poderoso império babilônico seria derrubado e que outras nações ocupariam o lugar.
Além disso, Ezequiel também profetizou sobre a restauração de Jerusalém e a volta do povo de Judá a sua terra natal. Ele profetizou que Deus restauraria a sua aliança com o seu povo e que os judeus retornariam para sua terra e reconstruiriam a cidade e o Templo.
As profecias de Ezequiel são registradas no livro de Ezequiel na Bíblia, onde se pode ler uma descrição detalhada e poética dos seus sonhos e visões sobre a Babilônia, Jerusalém e o povo de Judá.

