DUGIN E HEIDEGGER, O Filosofo do Regime Nazista.

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O pensamento de Aleksandr Dugin e Martin Heidegger possui algumas convergências, especialmente no campo da crítica ao modernismo ocidental, mas também em pontos específicos sobre a relação entre o ser humano, o Estado, a tradição e a filosofia do "ser". Vou destacar algumas dessas convergências:

1. Crítica ao Liberalismo Ocidental

  • Heidegger: Embora Heidegger não tenha se posicionado politicamente de maneira consistente, ele criticava a modernidade e o liberalismo por reduzir o ser humano a uma existência calculadora e utilitarista, o que ele chamou de “esquecimento do Ser” ("Seinsvergessenheit"). Para ele, a modernidade ocidental tirava o ser humano de sua relação autêntica com o Ser, alienando-o em uma vida tecnicista e sem enraizamento espiritual ou ontológico.
  • Dugin: Dugin vai mais além ao propor uma crítica radical à hegemonia liberal, identificando o liberalismo como uma das maiores ameaças à diversidade cultural e espiritual dos povos. Ele propõe a substituição do modelo liberal por um mundo multipolar baseado em "civilizações" distintas, onde as tradições e identidades locais, religiosas e espirituais têm mais valor do que o universalismo ocidental.

2. O Papel da Tradição

  • Heidegger: Heidegger via a tradição, especialmente a tradição filosófica grega e sua interpretação do Ser, como algo que poderia resgatar o pensamento ocidental da alienação moderna. Ele acreditava que a modernidade trouxe uma ruptura com a relação primordial entre o ser humano e o Ser, o que poderia ser restaurado por uma reapropriação crítica da tradição.
  • Dugin: Dugin valoriza profundamente a tradição, não só a ocidental, mas também as tradições espirituais e culturais de várias civilizações, como o cristianismo ortodoxo na Rússia e outras tradições do Oriente. Ele defende o "tradicionalismo integral", inspirado por pensadores como René Guénon, que valoriza o retorno às raízes espirituais como forma de resistência ao modernismo secular.

3. O Ser e a Existência

  • Heidegger: A filosofia de Heidegger está centrada no conceito de "Ser", buscando uma reinterpretação do significado de existir, que ele acreditava ter sido esquecido na filosofia moderna. Ele via o ser humano (Dasein) como uma entidade que possui a capacidade de questionar o Ser e que, por isso, tem uma relação especial com a existência.
  • Dugin: Embora Dugin não trabalhe diretamente com a filosofia do "Ser" de Heidegger da mesma maneira, ele incorpora a ideia de que o Ocidente esqueceu as dimensões mais profundas do ser humano e da existência em sua busca por materialismo, progresso técnico e liberalismo. Para Dugin, assim como para Heidegger, há uma necessidade de reconectar-se com dimensões espirituais e ontológicas mais profundas.

4. Rejeição do Tecnocentrismo

  • Heidegger: Em suas obras posteriores, especialmente em "A Questão da Técnica", Heidegger criticava a dominação da técnica sobre o ser humano, argumentando que a técnica moderna transforma tudo em "recursos" a serem usados, inclusive o próprio ser humano.
  • Dugin: Dugin critica o avanço da tecnocracia e a globalização tecnocrática como instrumentos do imperialismo ocidental. Ele vê essas forças como destruidoras das identidades tradicionais e civilizacionais, algo que também ecoa na crítica de Heidegger ao controle tecnicista sobre a existência humana.

5. Destino Histórico dos Povos

  • Heidegger: Heidegger tinha uma visão particular sobre o destino histórico dos povos, especialmente os alemães, que ele acreditava serem chamados a uma nova relação com o Ser. Ele se interessava pelo papel histórico que os diferentes povos poderiam desempenhar ao recuperar sua relação com o Ser.
  • Dugin: A filosofia política de Dugin também inclui uma visão de destino para os povos, em especial a Rússia e o papel dos eslavos no mundo multipolar que ele imagina. Dugin vê a Rússia como um centro de resistência ao imperialismo liberal e global, sendo um guardião das tradições que poderiam salvar o mundo da hegemonia ocidental.

6. Multipolaridade e "Outro Caminho"

  • Heidegger: Heidegger não escreveu sobre política internacional de forma explícita, mas sua crítica à uniformização do pensamento moderno, tecnicista e liberal pode ser lida como uma crítica indireta ao sistema global ocidental que homogeniza culturas e ideias.
  • Dugin: A defesa de Dugin da multipolaridade global e a necessidade de "Outro Caminho" para além do liberalismo global hegemônico ressoam com a crítica heideggeriana ao universalismo moderno. Dugin busca um mundo onde diferentes civilizações possam florescer com suas tradições, sem serem subsumidas por uma narrativa globalista.

Conclusão

A convergência entre o pensamento de Dugin e Heidegger está na rejeição do modernismo, do liberalismo ocidental e do tecnocentrismo, e na busca por uma reconexão com as tradições espirituais e civilizacionais. Ambos veem a modernidade ocidental como alienante, embora Heidegger se concentre mais na ontologia do Ser, enquanto Dugin foca na geopolítica e nas tradições culturais e espirituais como formas de resistência.

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Estranhe quando ver filosofos de Direita dizendo que o Movimento Conservador tem que Ser Individualista e Platonico, pois essa é a proposta do Adorno da Escola de FrankFurt para implantar na classe dominante como proposta de destruição Cultural. 

Estranhe mais ainda quando Filosofos ditos de Direita se dizem fans de Heidegger, o Filosofo do Regime Nazista... Esses autores são adorados pela esquerda e pelos Duginistas..

Em meados de 2002 a bancada da Biblia já eram chamados de conservadores e sempre foram.

Nós faziamos cultos em um auditorio da Camara dos Deputados as 7hs da manha quase todos os dias antes de começar o dia de trabalho...

Agora, pergunte a um pastor de igreja se cabe dizer que o Conservadorismo tem que ser Individualista ou Platonico... 

INDIVIDUALISMO E PLATONISMO SÃO CARACTERISTICAS DOS MOVIMENTOS LIBERAIS, MAS NÃO DOS CONSERVADORES.

Mas tem pessoas tentando disseminar essas ideias dentro dos movimentos conservadores sorrateiramente.