MAQUIAVEL, O HUMANISMO DE GRAMSCI



 
O LIVRO : O PRINCIPE DE NICOLAU MAQUIAVEL É COMPILADO E DISTRIBUIDO PARA OS SENADORES PELO PRÓPRIO PORTAL LEGISLATIVO. 

(Fiz um resumo com o ChatGPT mesmo, o livro do Gramsci tem na sessão de Livros)
AQUI : https://bit.ly/livros_sobre_comunismo

CHATGPT
>>>> gostaria de um resumo do Livro O Principe de Maquiavel

 

"O Príncipe" é uma obra clássica escrita pelo filósofo e político italiano Nicolau Maquiavel, publicada em 1532. O livro é uma análise sobre como um governante deve se comportar para manter o poder e governar com sucesso, especialmente em um cenário político instável e repleto de rivalidades.

O objetivo de Maquiavel ao escrever "O Príncipe" era fornecer conselhos práticos para líderes governantes da época, com base em sua observação das dinâmicas políticas e dos erros e acertos de líderes históricos. Aqui está um resumo dos principais pontos abordados no livro:

  1. Natureza do poder: Maquiavel discute a natureza do poder e afirma que a política é uma atividade autônoma que exige decisões pragmáticas e realistas, muitas vezes afastadas de considerações éticas.

  2. Tipos de principados: O autor descreve diferentes tipos de principados e como eles podem ser conquistados, destacando a diferença entre os principados hereditários e os principados novos (adquiridos por conquista ou aliança).

  3. Manutenção do poder: Maquiavel argumenta que a principal preocupação de um príncipe deve ser a manutenção do poder e a estabilidade do Estado, mesmo que isso signifique usar meios pouco convencionais.

  4. Virtù e Fortuna: O autor discute a importância das habilidades do governante (virtù) e a influência do acaso e da sorte (fortuna) no cenário político. Ele enfatiza a necessidade de adaptabilidade e astúcia para lidar com os imprevistos.

  5. Relação com o povo: Maquiavel debate a importância de um príncipe ser amado ou temido. Ele conclui que, embora o ideal seja ser ambas as coisas, é mais seguro ser temido, pois o medo impede a rebelião.

  6. Conselhos sobre guerra: O livro aborda a importância de um exército forte e a necessidade de manter tropas leais. Maquiavel também discute a diferença entre a guerra defensiva e a conquista.

  7. Saber agir mal: Um dos conceitos mais polêmicos da obra é a ideia de que, às vezes, é necessário que um príncipe saiba agir mal quando necessário para garantir a estabilidade do Estado.

  8. Conclusão: Maquiavel faz uma reflexão final sobre a Itália da época, analisando as circunstâncias políticas e oferecendo suas ideias para uma possível restauração da unidade italiana sob um líder forte.

"O Príncipe" de Maquiavel é uma obra que gera debates e controvérsias até os dias atuais. Algumas pessoas consideram suas ideias maquiavélicas e imorais, enquanto outros as veem como um retrato realista da política e do poder. Independentemente disso, a obra teve um impacto significativo no pensamento político e continua sendo estudada e discutida em todo o mundo.

AQUI NO DICIONARIO GRAMSCIANO TEMOS ESSE TEXTO :

Maquiavel, Nicolau

Se levarmos em consideração os escritos pré-cárcere de G., em que recorrentes
referências a Maquiavel se fazem presentes, poderíamos chegar à conclusão de que
seria o caso de falar de um “antimaquiavelismo” de G., no sentido de uma recusa
daquelas formas de maquiavelismo que têm como objetivo a justificação da razão de
Estado burguês. O exemplo nos é fornecido pelo comentário gramsciano sobre os
tratados de paz do final do primeiro conflito mundial: “Os senhores estadistas
italianos [...] são realistas, descendem diretamente de Maquiavel, explicitamente
colocaram no altar a razão de Estado como critério soberano de convivência
internacional [...]. Esses Maquiavéis do realismo capitalista são essencialmente
jacobinos, das leis e dos tratados fizeram fetiche” (“Pietà per i venturi nepoti”
[Piedade para os netos vindouros], 18 de maio de 1919, em ON, 28).
Maquiavelismo e jacobinismo, em 1919, têm em comum apenas traços negativos.
Ainda em 1926, G. é crítico em relação a qualquer referência à arte da política
segundo Maquiavel que se apresente com um caráter genérico e neutro: “Nós,
comunistas, [...] temos princípios, uma doutrina, fins concretos a realizar. É apenas
em relação aos nossos princípios, à nossa doutrina e aos fins a serem alcançados que
estabelecemos nossa linha política real. O nosso ‘Maquiavel’ são as obras de Marx e
Lenin”
(“Noi e la concentrazione repubblicana” [Nós e a concentração republicana],
13 de outubro de 1926, em CPC, 350-1). E zombava com a seguinte quadra de
Giusti (Il Mementomo, estrofe 2): “Atrás do sepulcro/ de Maquiavel/ jaz o esqueleto/
de Stenterello”[b], ou seja – como havia escrito uma década antes, em 1917 –, “uma
inteira caterva de Stenterellos que cerca a pessoa de um só Maquiavel. Stenterellos
vários que gritam, urram, acariciam com ar de gravidade a barriga acadêmica,
exaltam as virtudes da estirpe e do alto saber dos antepassados, mas eles próprios não
fazem nada, não trabalham, não são produtores de uma única ideia, de um fato [...].
Stenterello é o protótipo da burguesia italiana” (“Stenterello”, 10 de março de 1917,
em CF, 84).
Com efeito, mais do que à obra de Maquiavel, G. havia, sobretudo, prestado
muita atenção às causas históricas, bem como às implicações sociológicas, do
provincianismo dos Stenterellos da burguesia italiana, resistindo a quem o exortava
a observar, ao contrário, o secretário florentino. Assim, do cárcere escreveu à
cunhada Tatiana, em 23 de fevereiro de 1931: “Quando vi Cosmo pela última vez,
em maio de 1922 [...], ele ainda insistiu para que eu escrevesse um estudo sobre
Maquiavel e o maquiavelismo; era uma ideia fixa dele, desde 1917, que eu tinha de
escrever um estudo sobre Maquiavel” (LC, 54-7 [Cartas, II, 24]). Havia em G. uma
atitude de ceticismo em relação a Maquiavel, como parece confirmar o fato de que
na carta de 19 de março de 1927 para Tania (LC, 54-7 [Cartas, I, 127-30]), na qual
formula o plano geral de trabalho para os Q, Maquiavel não aparece, assim como
está ausente da lista de “temas principais” que abre o Q 1, em 8 de fevereiro de
1929. No mesmo Q 1, em que são também colocadas as bases para o
desenvolvimento subsequente do conceito de hegemonia, as referências a
Maquiavel, nos textos de primeira redação, não são de forma alguma relevantes.
Depois, no Q 4 (1930-1932), a breve distância umas das outras, aparecem algumas
notas dedicadas à relação Maquiavel-Marx. No mesmo Q 4 e no Q 8 (1931-1932),
é reunida a maior parte das primeiras versões das notas que virão a compor o Q 13,
intitulado Noterelle sulla politica del Machiavelli. Além disso, nas primeiras duas
páginas do Q 8 (Q 8, p. 935-6 [CC, 1, 79-80]), Maquiavel é indicado como objeto
de análise e, logo depois, G. especifica: “Maquiavel como técnico da política e como
político integral ou em ação”; e a seguir, nos Raggruppamenti di materia, Maquiavel
aparece em segundo lugar. Cabe notar que apenas uma parte das notas rubricadas
sob o título “Maquiavel” aparece no Q 13; outras notas aparecem nos Q 5, 6, 7, 14,
15 e 17. Enfim, com o título “Nicolau Maquiavel II” se dá o início da reescrita das
notas sobre o secretário florentino no brevíssimo Q 18.
A mais significativa da série de notas iniciais do Q 4 afirma que o estudo da
relação Maquiavel-Marx “pode dar origem a um trabalho duplo: um estudo sobre as
relações reais entre os dois enquanto teóricos da política militante, da ação, e um
livro que extraísse das doutrinas marxistas um sistema ordenado de política efetiva,
como o d’O príncipe. O tema seria o partido político, em suas relações com a classe
e o Estado” (Q 4, 10, 432 [CC, 6, 357]). O interesse gramsciano pelo secretário
florentino é alimentado por interpretações e polêmicas, pelas batalhas políticas e
culturais que naqueles anos eram travadas em seu nome na Itália. Ao instituir o
vínculo de Maquiavel com Marx, pela primeira vez entre os marxistas, G. também
procura ir além da interpretação de Croce, que havia sustentado, em 1897, em
termos que de fato necessitariam de um adequado aprofundamento, a seguinte
posição: “Marx, como sociólogo, decerto não nos deu definições sutilmente
elaboradas da ‘socialidade’ [...] mas nos ensina, apesar de suas afirmações
aproximadas no conteúdo e paradoxais na forma, a penetrar naquilo que é a
sociedade em sua realidade efetiva. Aliás, quanto a isso, me surpreende que até agora
ninguém tenha pensado em chamá-lo, a título honorífico, o ‘Maquiavel do
proletariado’” (Croce, 1968b, p. 103-4). Assim procedendo, comenta G., escapa a
Croce o fato, por nada secundário, de que em Marx “está contido in nuce também o
aspecto ético-político da política ou a teoria da hegemonia e do consenso, além do
aspecto da força e da economia” (Q 10 II, 41.X, 1.315 [CC, 1, 384]). Nessa obra de
aprofundamento, G. se põe dois objetivos: a) buscar uma interpretação marxista das
obras de Maquiavel; b) reconduzir ao âmbito do pensamento teórico da filosofia da
práxis alguns momentos da obra de Maquiavel enquanto “traduzíveis” no
pensamento marxista. Em tal percurso, G. dedicará cuidado especial para distinguir
Maquiavel do maquiavelismo, em analogia com o que constantemente faz entre
Marx e o marxismo.
No plano da tradutibilidade em “linguagem política moderna” (Q 5, 127, 661
[CC, 3, 216]) da obra de Maquiavel, G. afirma que ela não se apresenta como uma
utopia da qual emerja “um Estado já constituído, com todas as suas funções e seus
elementos constituídos” (ibidem, 657 [CC, 3, 218]). Trata-se de uma obra
inteiramente fundada sobre a crítica do presente, expressa através de conceitos gerais
de forma não sistemática, que gerou uma concepção original do mundo assimilável
à filosofia da práxis, “na medida em que não reconhece elementos transcendentais
ou imanentes (em sentido metafísico), mas se baseia toda na ação concreta do
homem, que, por suas necessidades históricas, opera na realidade e a transforma”
(idem). De fato, procurar um elemento utópico n’O príncipe significaria se deter no
fato de que não existia um príncipe na realidade italiana do século XVI e Maquiavel
delineia um perfil “de como deve ser o príncipe para conduzir um povo à fundação
do novo Estado” (Q 13, 1, 1.556 [CC, 3, 14]), e o faz “com rigor lógico, com
distanciamento científico” (idem), tornando-se ele mesmo esse povo, confundindo-
se com o povo, o mesmo povo convencido por ele e do qual se sente “consciência e
expressão, com o qual se identifica” (idem). No “pequeno volume” de Maquiavel,
toda a argumentação vai confluir na Conclusão, que, longe de ser retórica ou
mesmo estranha ao conteúdo da obra, quase “colada” nela, é exteriorização de
paixão, afeto, febre, “fanatismo de ação [...], elemento necessário da obra, ou melhor
ainda, como aquele elemento que reverbera sua verdadeira luz em toda a obra e faz
dela algo similar a um ‘manifesto político’” (idem). Mais especificamente: “A
Conclusão d’O príncipe justifica todo o livro também em relação às massas
populares, que realmente esquecem os meios empregados para alcançar um fim se
este fim é historicamente progressista, isto é, se resolve os problemas essenciais da
época e estabelece uma ordem em que seja possível se mover, operar, trabalhar
tranquilamente” (Q 13, 25, 1.618 [CC, 3, 75]). Atingindo o núcleo crucial da
definição do príncipe de Maquiavel “em linguagem política moderna” (Q 5, 127,
661 [CC, 3, 222]), G. estabelece algumas distinções: “‘Príncipe’ poderia ser um
chefe de Estado, um chefe de governo, mas também um chefe político que pretende
conquistar um Estado ou fundar um novo tipo de Estado; nesse sentido, a tradução
de ‘príncipe’ em linguagem moderna poderia ser ‘partido político’” (ibidem, 662
[CC, 3, 222]), ou seja, “um elemento complexo de sociedade no qual já tenha tido
início a concretização de uma vontade coletiva reconhecida e afirmada parcialmente
na ação [...], a primeira célula na qual se sintetizam germes de vontade coletiva que
tendem a se tornar universais e totais” (Q 13, 1, 1.558 [CC, 3, 16]).
Ademais, O príncipe de Maquiavel é uma obra em que o realismo político
encontra sua realização na necessidade de um Estado nacional unitário, para a
conquista do qual se coloca o problema da educação do povo. Entende-se com isso
que seria preciso convencer e conscientizar o povo “de que pode existir uma única
política, a realista” (Q 14, 33, 1.691 [CC, 3, 307]), que tem como objetivo a
conquista do Estado unitário, para o qual o príncipe – em torno do qual o povo
deve estreitar-se e ao qual deve obedecer – utilizará os meios apropriados: “A posição
de Maquiavel, nesse sentido, deve ser aproximada daquela dos teóricos e dos
políticos da filosofia da práxis, que também procuraram construir e difundir um
‘realismo’ popular, de massa” (idem). Quando se fala da democracia de Maquiavel,
portanto, faz-se necessário ter bastante cuidado e colocá-la no tempo histórico em
que viveu o florentino, uma vez que se trata do “consenso ativo das massas
populares em favor da monarquia absoluta como limitadora e destruidora da
anarquia feudal e senhorial e do poder dos padres, como fundadora de grandes
Estados territoriais nacionais” (idem). De fato, “ao se interpretar Maquiavel, ignora-
se que a monarquia absoluta era, naquela época, uma forma de regime popular e
que ela se apoiava nos burgueses contra os nobres e também contra o clero” (Q 13,
25, 1.618 [CC, 3, 75]).
É exatamente a contextualização do pensamento de Maquiavel que consente a
G. submeter à crítica, ainda que reconhecendo seus méritos, a “moderna
‘maquiavelística’ derivada de Croce” (Q 13, 13, 1.572 [CC, 3, 29]). Maquiavel não
pode ser considerado, de modo simplista, o político adequado a todos os tempos, e,
assim, sempre atual; ele é “expressão necessária do seu tempo” (idem), marcado por
lutas intestinas em Florença, por lutas entre os estados italianos visando a um
equilíbrio político na península, e por lutas entre os estados italianos visando a um
equilíbrio europeu, “ou seja, pelas contradições entre as necessidades de um
equilíbrio interno italiano e as exigências dos Estados europeus em luta pela
hegemonia” (idem). Fortemente atraído pelos exemplos da França e da Espanha,
que haviam conseguido a unidade nacional, Maquiavel opera uma “comparação
elíptica” e dela extrai “as regras para um Estado forte em geral e italiano em
particular” (idem). Maquiavel, portanto, é um homem de seu tempo, e sua ciência
política é a filosofia desse tempo, que tem como objetivo a organização das
monarquias nacionais absolutas (no Q 6, 52, 724 [CC, 3, 228], G. identifica a
“divisão trágica da personalidade humana maquiaveliana”, cindida entre a vontade
de não se afastar da república e a compreensão de que a única solução para os
problemas da época é a monarquia absoluta), ou seja, daquela forma de política
capaz de facilitar o desenvolvimento das forças produtivas burguesas: “Em
Maquiavel pode-se descobrir in nuce a separação dos poderes e o parlamentarismo (o
regime representativo): sua ‘ferocidade’ está voltada contra os resíduos do mundo
feudal, não contra as classes progressistas” (Q 13, 13, 1.572 [CC, 3, 30]). De fato,
Valentino, na Romanha, põe fim à anarquia feudal, apoiando-se nas classes dos
comerciantes e camponeses, isto é, identificando a aliança de classe mais
conveniente para a fundação e a consolidação de um novo poder. Dessa forma, G.,
devolvendo Maquiavel à época do Humanismo e do Renascimento, o resguarda de
qualquer apropriação indevida por parte do pensamento conservador que defende a
razão de Estado: “Maquiavel é o representante na Itália da compreensão de que não
pode haver Renascimento sem a fundação de um Estado nacional, mas, como
homem, ele é o teórico do que ocorre fora da Itália, não de eventos italianos” (Q 17,
8, 1.913-4 [CC, 5, 342]). E ainda: “O Humanismo foi ‘político-ético’, não artístico,
foi a busca das bases de um ‘Estado italiano’ que deveria nascer junto e
paralelamente à França, à Espanha, à Inglaterra; neste sentido, o Humanismo e o
Renascimento têm Maquiavel como expoente mais expressivo” (Q 17, 33, 1.936
[CC, 5, 349]). Apesar desse esforço em contextualizar a obra do secretário
florentino, G. evidencia como, no âmbito dessas tradições que geraram uma
quantidade impressionante de intelectuais, podem se desenvolver “gênios” que “não
correspondam à época em que vivem concretamente, mas àquelas em que vivem
‘ideal’ ou culturalmente. Maquiavel poderia ser um desses” (Q 15, 53, 1.817 [CC,
2, 190]).
No terreno histórico concreto, G. identifica o tema de fundo e a chave de
leitura da obra de Maquiavel: trata-se da relação entre arte política, arte do governo
e arte da guerra. Justamente a propósito da arte da guerra e da necessidade das
“próprias armas”, ou seja, da milícia nacional à qual faz frequente referência o
secretário florentino, G. resgata o “jacobinismo precoce” (Q 13, 1, 1.560 [CC, 3,
18]) de Maquiavel, ou a necessidade de “uma força jacobina eficiente”, a mesma que
em outras realidades nacionais foi a base para a fundação do Estado moderno, capaz
– num país como a Itália, à mercê do parasitismo fruto da destruição da burguesia
comunal – de funcionar como elemento dirigente do processo de unificação e
independência nacional. Nessa perspectiva, grupos tendencialmente jacobinos
podiam ser encontrados entre as camadas sociais urbanas “convenientemente
desenvolvidas no campo da produção industrial” e de posse de um “determinado
nível de cultura histórico-política” (idem). No seio desses grupos, poderia ter início
a revolução nacional, isto é, a primeira fase da formação da vontade coletiva
nacional-popular, que “é impossível se as grandes massas de camponeses produtores
não irromperem simultaneamente na vida política. Isso era o que pretendia
Maquiavel através da reforma da milícia, isso foi o que fizeram os jacobinos na
Revolução Francesa; nessa interpretação deve-se identificar um jacobinismo precoce
de Maquiavel, o germe (mais ou menos fecundo) de sua concepção de revolução
nacional” (idem). Assim, a necessária conexão entre cidade e campo, que já
constituía o coração do programa político de Maquiavel, torna-se central na leitura
que G. faz da falência da criação de uma vontade coletiva nacional-popular na Itália,
onde faltou justamente “uma força jacobina eficiente”.
BIBLIOGRAFIA: CHEMOTTI, 1975; DONZELLI, 1981; MEDICI, 1990; PAGGI, 1984a; SANGUINETI, 1982.