DESMONTE NARRATIVAS. METÁFORAS DE ARISTÓTELES. PALAVRAS COMO ROUPAS.

Quem comete um delito, descreve o seu delito com metáforas e enigmas.

Criminosos podem utilizar metáforas e/ou enigmas para descrever o seu delito, como forma de esconder a verdade ou para criar uma narrativa. Ainda, criam enigmas para quebrar o tabú. Ainda, mudam o sentido semântico para lhes causar prestígio.

Aristóteles defende que, metáforas de maior valor e metáforas de menor valor podem ser usadas na Retórica e no Discurso para causar prestígio ou desprestigiar algo ou alguém. Neste caso, o valor se refere a valores morais e virtudes.

Uma metáfora prestigiosa na retórica é aquela que é usada de forma adequada ao contexto e que ajuda a transmitir uma ideia de forma clara, vívida e persuasiva para o público. Ela pode gerar emoções, sensações e associações positivas na mente dos ouvintes, aumentando o impacto do discurso.

Exemplo :
Ao invés de usar o termo 'pedir',
diz que a pessoa 'suplicou'. (isso causa prestígio).
- Senador Fulano suplicou a Diretoria da Mesa, que adiantasse o seu pedido.

Por outro lado, uma metáfora desprestigiosa na retórica é aquela que é usada de forma inadequada ao contexto ou que não tem relação clara com o tema abordado. Ela pode gerar confusão, desinteresse ou até mesmo repulsa por parte do público, prejudicando a persuasão e a comunicação.

Exemplo :
Ao invés de usar o termo 'pedir',
diz que a pessoa 'mendigou'. (isso causa desprestígio).
- Deputado Fulano diz que seu adversário político mendigava votos ao seu Projeto de Lei.

Ele usa o termo 'pedir' como um gênero semântico, e as palavras 'suplicar' e 'mendigar', seriam idéias derivadas ou metáforas semânticas.

No caso, a palavra 'suplicar', seria uma idéia derivada, usada como Metáfora Maior, que causa prestígio.

Ainda que, a palavra 'mendigar', seria uma idéia derivada, usada como Metáfora Menor, que causa desprestígio.

- Os criminosos usam as Metáforas de Maior Valor para criar enigmas que lhes causem prestígios, sempre.

 Por Exemplo:
Um criminoso não afirma diretamente que ele cometeu um delito.

Ele irá afirmar que 'adquiriu algo',
mas não irá afirmar que é roubado.

Ele pode afirmar que é um 'homem de negócios',
jamais afirmará que é um ladrão.

Metáfora de Maior Valor = Prestígio.
Metáfora de Menor Valor = Desprestígio.

Recursos Teatrais como Elementos de Retórica Política, para Enfatizar um Discurso ou Enganar o Ouvinte : 

Os recursos teatrais podem ser utilizados como elementos de retórica política para enfatizar um discurso ou enganar o ouvinte. Alguns exemplos de recursos teatrais que podem ser utilizados na retórica política são:

  1. Discurso emocional: Um discurso emocional pode ser utilizado para enfatizar a mensagem transmitida pelo orador e criar um impacto emocional no público. Por exemplo, um político pode utilizar um tom de voz enérgico e expressões faciais dramáticas para transmitir sua mensagem com mais impacto.

  2. Uso de símbolos: Os símbolos podem ser utilizados para representar ideias e conceitos abstratos de uma forma mais tangível e compreensível para o público. Por exemplo, um político pode utilizar a bandeira nacional ou outros símbolos patrióticos para enfatizar sua posição em relação a uma questão política. Ou tentar se comparar com o Mandela ou outros líderes conhecidos, por exemplo.

  3. Uso de metáforas e analogias: As metáforas e analogias podem ser utilizadas para transmitir uma mensagem complexa de uma forma mais acessível para o público. Por exemplo, um político pode utilizar uma metáfora para explicar a complexidade de uma questão política de uma forma mais simples e compreensível.

E é importante ressaltar que políticos usam esses recursos teatrais para aumentar a persuasão e a comunicação com o público, e que eles ainda conseguem criar isso sem uma sensação de falsidade ou manipulação. Fazem isso de modo a enfatizar a mensagem do discurso e para desviá-la ou camuflá-la de suas reais intenções.

Sofistas usam Homônimos para persuadir : 

Homônimos são palavras que possuem o mesmo som, mas significados diferentes. Os sofistas utilizavam essa técnica para confundir o público e persuadi-los a aceitar suas ideias.

Por exemplo, um sofista poderia usar a palavra "justiça" em um sentido amplo e vago, sem definir claramente o que ele quer dizer com essa palavra. O público pode interpretar a palavra "justiça" de maneiras diferentes, o que permite ao sofista manipular a opinião do público de acordo com seus próprios interesses.

Outro exemplo seria o uso da palavra "verdade". O sofista poderia argumentar que a verdade é relativa e que cada indivíduo tem sua própria verdade. Essa abordagem pode parecer convincente, mas também pode levar a uma negação da existência de fatos objetivos e verificáveis.

É importante notar que a abordagem dos sofistas foi criticada por Platão e Aristóteles, que acreditavam que a verdade é objetiva e pode ser alcançada através da razão e da reflexão. No entanto, a técnica dos homônimos ainda é usada na retórica moderna, como forma de persuadir ou confundir o público.

Alguns exemplos de homônimos que podem ser usados na persuasão são:

  1. Direito: pode ser usado para se referir tanto à justiça quanto à lei. Um sofista pode usar esse termo de maneira ambígua para manipular a opinião do público.

  2. Liberdade: pode ser usada para se referir à liberdade de escolha ou à liberdade de expressão. Ainda, a liberdade religiosa ou a emancipação da religião e da fé, ou seja, Negação da Fé é visto como liberdade aos COMUNISTAS. Um sofista pode usar esse termo para confundir o público e persuadi-los de acordo com seus próprios interesses.

  3. Natureza: pode ser usada para se referir tanto à natureza humana quanto à natureza física. Um sofista pode usar esse termo de maneira ambígua para confundir o público e persuadi-los de acordo com suas próprias ideias.

  4. Democracia: pode ser usada para se referir tanto à democracia direta quanto à democracia representativa. Um sofista pode usar esse termo para persuadir o público de acordo com sua própria interpretação.

  5. Igualdade: pode ser usada para se referir à igualdade de oportunidades ou à igualdade de resultados. Um sofista pode usar esse termo para persuadir o público de acordo com sua própria interpretação.

Esses são apenas alguns exemplos de como os homônimos podem ser usados na persuasão. É importante notar que o uso dessa técnica pode ser manipulativo e enganoso, e deve ser analisado com cuidado. Existem ainda, Idéias Homônimas e Metáforas Homônimas que podem sair de um mesmo Símbolo Semântico, Palavra ou Idéia. Aqui é criado o Engôdo Semantico e o Desvio de Significado das Palavras.

Uso Político de Linguagem Coloquial para enganar os pobres :  

O uso político de linguagem coloquial para enganar os pobres é uma estratégia que pode ser usada por políticos ou líderes populistas que buscam ganhar apoio popular. Essa estratégia envolve o uso de uma linguagem simples e acessível, com o objetivo de se conectar com o público e transmitir uma mensagem que seja facilmente compreendida.

No entanto, muitas vezes essa linguagem coloquial é usada para simplificar questões complexas e apresentar soluções superficiais para problemas complexos. Isso pode levar a uma simplificação excessiva de questões políticas importantes, o que pode ser enganoso para o público e resultar em políticas inadequadas.

Além disso, essa estratégia pode ser usada para enganar os pobres, que muitas vezes têm menos acesso à educação e podem ser mais suscetíveis a argumentos simplificados. Os políticos ou líderes populistas podem apresentar soluções fáceis para problemas complexos, prometendo melhorias imediatas e significativas para as condições de vida dos pobres.

No entanto, é importante lembrar que as questões políticas são geralmente complexas e exigem soluções igualmente complexas. Simplificar essas questões pode levar a uma falta de compreensão dos problemas reais e resultar em políticas inadequadas. Por isso, é importante avaliar as promessas e propostas políticas com cuidado e buscar uma compreensão mais completa dos problemas políticos e sociais.

  Qual a diferença entre : conhecimento, entendimento e sabedoria ?

Conhecimento, entendimento e sabedoria são termos relacionados, mas com significados distintos.

Conhecimento é o resultado da aquisição de informações ou fatos sobre determinado assunto. Pode ser adquirido através do estudo, experiência, observação ou comunicação com outras pessoas. O conhecimento pode ser descrito como o conjunto de informações que uma pessoa possui sobre um determinado assunto.

Entendimento é a capacidade de compreender ou interpretar o conhecimento que se possui. Envolve a habilidade de analisar, sintetizar e relacionar as informações adquiridas, e de aplicá-las em situações diversas. O entendimento é uma habilidade cognitiva que permite a uma pessoa compreender e interpretar o mundo ao seu redor.

Sabedoria é um conceito mais amplo que engloba não só o conhecimento e o entendimento, mas também a experiência e a capacidade de julgamento. A sabedoria envolve a habilidade de aplicar o conhecimento e o entendimento de forma prática e sábia, levando em conta as consequências e as implicações das decisões que se tomam. A sabedoria é muitas vezes considerada como uma qualidade que vem com a idade e a experiência, mas também pode ser desenvolvida através da reflexão e do autoconhecimento.

Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento.
Provérbios 2:6

PARA OS CRIADORES DE CONTEÚDO

SOBRE CLAREZA NO DISCURSO : LEIA ARISTOTELES PAGINA 244 EM DIANTE. LIVRO III.

EPITETOS EXTENSOS E COM MUITOS ADJETIVOS TORNAM O DISCURSO CANSATIVO E FOGE O "FAMILIAR".
- Epitetos podem ser descrições.


LEIA O LIVRO SOBRE RETÓRICA DE ARISTOTELES AQUI.

TEXTOS ENUNCIATIVOS AJUDAM NA COMPREENSÃO DE QUEM APRENDE E ESCUTA O SEU CONTEUDO.

Algo como, descrever uma mulher que vai ao mercado, com uma lista de compras, e, faz as compras :

Ela foi ao mercado.
Chegando lá, pegou a sua lista de compras e colocou no carrinho :
- 2 pacotes de arroz;
- 2 pacotes de feijão;
- 2 litros de oléo; etc;
Terminando, foi ao caixa, pagou e recebeu 10 reais de troco.
Voltou para sua casa feliz.


Esse tipo de texto, tem os elementos que facilitam a transmissão de conhecimento:
- clareza, organização, síntese e facilidade.

São as primeiras aulas de Aristotéles, para quem quer aprender a arte da Retórica. Livro III.

DEPOIS DE DOMINAR O TEXTO ENUNCIATIVO, SE FAZ O TREINO DE ANÁLISES E DESCRIÇÕES.

EPITETOS, ADJETIVOS E DESCRIÇÕES PODEM SER USADOS COMO ROUPAS, ONDE UMAS CAUSAM PRESTÍGIO, OUTRAS NÃO. 

Essa metáfora pode ser entendida como uma forma de ilustrar como o uso de determinados adjetivos e descrições pode influenciar a percepção que as pessoas têm de alguém ou de algo. Assim como as roupas, algumas palavras têm um valor social e cultural que as tornam mais valorizadas ou desvalorizadas em determinados contextos.

Por exemplo, um adjetivo como "inteligente" ou uma descrição como "bem-sucedido" pode ser associado a prestígio e respeito em muitos contextos, enquanto que palavras como "preguiçoso" ou "fracassado" podem ser vistas como negativas e desvalorizadas. No entanto, é importante lembrar que o valor social atribuído a essas palavras pode variar de acordo com a cultura, o contexto e as experiências individuais. A moça que foi ao mercado pode se vestir como 'piriguete' ou 'mulher-de-família', ao critério dela ou do narrador.

Além disso, é importante lembrar que o valor de uma pessoa não deve ser baseado exclusivamente em adjetivos e descrições. Adjetivar personagens é uma coisa e adjetivar pessoas é outra. Cada indivíduo é único e complexo, e é importante valorizar a diversidade e as diferentes formas de ser e agir. Mas você pode ampliar o seus horizontes no sentido ralativo ao CAMPO SEMÂNTICO DAS PALAVRAS.

Aqui você pode pegar bem essa idéia que Aristóteles defende sobre : Metáforas de Maior Valor e Metáforás de Menor Valor. Esses textos de Aristóteles são muito antigos e de traduções difíceis, mas aqui conseguimos sintetizar esse assunto.

Nas REVOLUÇÕES COMUNISTAS da URSS, China e Camboja, as pessoas perderam tanto os seus VALORES que chegaram ao ponto de chamar carcaças humanas e carniças de "Iguarias". Ainda arrancavam o fígado das pessoas para se alimentarem. Como foi descrito 13 vezes no Livro Negro Sobre o COMUNISMO.

Quando o Criador descreve o Filho Pródigo, essa pessoa já teria passado para a condição de "porco", comendo e fazendo coisas de "porco"; entretanto, ele deixa a condição de "porco", quando retoma o seu entendimento e cai em si. Ali ele entende que tem que percorrer um caminho para voltar para a sua condição de dignidade e retomada de valores.
A degradação da nossa Sociedade está Gigante !