Quem comete um delito, descreve o seu delito com metáforas e enigmas.Criminosos podem utilizar
metáforas e/ou enigmas para descrever o seu delito, como forma de esconder a
verdade ou para criar uma narrativa. Ainda, criam enigmas para quebrar o tabú. Ainda, mudam o sentido semântico para lhes causar prestígio.
Uma metáfora prestigiosa na retórica é aquela que é usada de forma adequada ao contexto e que ajuda a transmitir uma ideia de forma clara, vívida e persuasiva para o público. Ela pode gerar emoções, sensações e associações positivas na mente dos ouvintes, aumentando o impacto do discurso.
Exemplo :
Ao invés de usar o termo 'pedir',
diz que a pessoa 'suplicou'. (isso causa prestígio).
- Senador Fulano suplicou a Diretoria da Mesa, que adiantasse o seu pedido.
Por outro lado, uma metáfora desprestigiosa na retórica é aquela que é usada de forma inadequada ao contexto ou que não tem relação clara com o tema abordado. Ela pode gerar confusão, desinteresse ou até mesmo repulsa por parte do público, prejudicando a persuasão e a comunicação.
Exemplo :
Ao invés de usar o termo 'pedir',
diz que a pessoa 'mendigou'. (isso causa desprestígio).
- Deputado Fulano diz que seu adversário político mendigava votos ao seu Projeto de Lei.
Ele usa o termo 'pedir' como um gênero semântico, e as palavras 'suplicar' e 'mendigar', seriam idéias derivadas ou metáforas semânticas.
No caso, a palavra 'suplicar', seria uma idéia derivada, usada como Metáfora Maior, que causa prestígio.
Ainda que, a palavra 'mendigar', seria uma idéia derivada, usada como Metáfora Menor, que causa desprestígio.
- Os criminosos usam as Metáforas de Maior Valor para criar enigmas que lhes causem prestígios, sempre.
Um criminoso não afirma diretamente que ele cometeu um delito.
Ele irá afirmar que 'adquiriu algo',
mas não irá afirmar que é roubado.
Ele pode afirmar que é um 'homem de negócios',
jamais afirmará que é um ladrão.
Metáfora de Maior Valor = Prestígio.
Metáfora de Menor Valor = Desprestígio.
Recursos Teatrais como Elementos de Retórica Política, para Enfatizar um Discurso ou Enganar o Ouvinte :
Os recursos teatrais podem ser utilizados como elementos de retórica política para enfatizar um discurso ou enganar o ouvinte. Alguns exemplos de recursos teatrais que podem ser utilizados na retórica política são:
Discurso emocional: Um discurso emocional pode ser utilizado para enfatizar a mensagem transmitida pelo orador e criar um impacto emocional no público. Por exemplo, um político pode utilizar um tom de voz enérgico e expressões faciais dramáticas para transmitir sua mensagem com mais impacto.
Uso de símbolos: Os símbolos podem ser utilizados para representar ideias e conceitos abstratos de uma forma mais tangível e compreensível para o público. Por exemplo, um político pode utilizar a bandeira nacional ou outros símbolos patrióticos para enfatizar sua posição em relação a uma questão política. Ou tentar se comparar com o Mandela ou outros líderes conhecidos, por exemplo.
Uso de metáforas e analogias: As metáforas e analogias podem ser utilizadas para transmitir uma mensagem complexa de uma forma mais acessível para o público. Por exemplo, um político pode utilizar uma metáfora para explicar a complexidade de uma questão política de uma forma mais simples e compreensível.
E é importante ressaltar que políticos usam esses recursos teatrais para aumentar a persuasão e a comunicação com o público, e que eles ainda conseguem criar isso sem uma sensação de falsidade ou manipulação. Fazem isso de modo a enfatizar a mensagem do discurso e para desviá-la ou camuflá-la de suas reais intenções.
Homônimos são palavras que possuem o mesmo som, mas significados diferentes. Os sofistas utilizavam essa técnica para confundir o público e persuadi-los a aceitar suas ideias.
Por exemplo, um sofista poderia usar a palavra "justiça" em um sentido amplo e vago, sem definir claramente o que ele quer dizer com essa palavra. O público pode interpretar a palavra "justiça" de maneiras diferentes, o que permite ao sofista manipular a opinião do público de acordo com seus próprios interesses.
Outro exemplo seria o uso da palavra "verdade". O sofista poderia argumentar que a verdade é relativa e que cada indivíduo tem sua própria verdade. Essa abordagem pode parecer convincente, mas também pode levar a uma negação da existência de fatos objetivos e verificáveis.
É importante notar que a abordagem dos sofistas foi criticada por Platão e Aristóteles, que acreditavam que a verdade é objetiva e pode ser alcançada através da razão e da reflexão. No entanto, a técnica dos homônimos ainda é usada na retórica moderna, como forma de persuadir ou confundir o público.
Alguns exemplos de homônimos que podem ser usados na persuasão são:
Direito: pode ser usado para se referir tanto à justiça quanto à lei. Um sofista pode usar esse termo de maneira ambígua para manipular a opinião do público.
Liberdade: pode ser usada para se referir à liberdade de escolha ou à liberdade de expressão. Ainda, a liberdade religiosa ou a emancipação da religião e da fé, ou seja, Negação da Fé é visto como liberdade aos COMUNISTAS. Um sofista pode usar esse termo para confundir o público e persuadi-los de acordo com seus próprios interesses.
Natureza: pode ser usada para se referir tanto à natureza humana quanto à natureza física. Um sofista pode usar esse termo de maneira ambígua para confundir o público e persuadi-los de acordo com suas próprias ideias.
Democracia: pode ser usada para se referir tanto à democracia direta quanto à democracia representativa. Um sofista pode usar esse termo para persuadir o público de acordo com sua própria interpretação.
Igualdade: pode ser usada para se referir à igualdade de oportunidades ou à igualdade de resultados. Um sofista pode usar esse termo para persuadir o público de acordo com sua própria interpretação.
Esses são apenas alguns exemplos de como os homônimos podem ser usados na persuasão. É importante notar que o uso dessa técnica pode ser manipulativo e enganoso, e deve ser analisado com cuidado. Existem ainda, Idéias Homônimas e Metáforas Homônimas que podem sair de um mesmo Símbolo Semântico, Palavra ou Idéia. Aqui é criado o Engôdo Semantico e o Desvio de Significado das Palavras.
Uso Político de Linguagem Coloquial para enganar os pobres :
O uso político de linguagem coloquial para enganar os pobres é uma estratégia que pode ser usada por políticos ou líderes populistas que buscam ganhar apoio popular. Essa estratégia envolve o uso de uma linguagem simples e acessível, com o objetivo de se conectar com o público e transmitir uma mensagem que seja facilmente compreendida.
No entanto, muitas vezes essa linguagem coloquial é usada para simplificar questões complexas e apresentar soluções superficiais para problemas complexos. Isso pode levar a uma simplificação excessiva de questões políticas importantes, o que pode ser enganoso para o público e resultar em políticas inadequadas.
Além disso, essa estratégia pode ser usada para enganar os pobres, que muitas vezes têm menos acesso à educação e podem ser mais suscetíveis a argumentos simplificados. Os políticos ou líderes populistas podem apresentar soluções fáceis para problemas complexos, prometendo melhorias imediatas e significativas para as condições de vida dos pobres.
No entanto, é importante lembrar que as questões políticas são geralmente complexas e exigem soluções igualmente complexas. Simplificar essas questões pode levar a uma falta de compreensão dos problemas reais e resultar em políticas inadequadas. Por isso, é importante avaliar as promessas e propostas políticas com cuidado e buscar uma compreensão mais completa dos problemas políticos e sociais.
Conhecimento, entendimento e sabedoria são termos relacionados, mas com significados distintos.
Conhecimento é o resultado da aquisição de informações ou fatos sobre determinado assunto. Pode ser adquirido através do estudo, experiência, observação ou comunicação com outras pessoas. O conhecimento pode ser descrito como o conjunto de informações que uma pessoa possui sobre um determinado assunto.
Entendimento é a capacidade de compreender ou interpretar o conhecimento que se possui. Envolve a habilidade de analisar, sintetizar e relacionar as informações adquiridas, e de aplicá-las em situações diversas. O entendimento é uma habilidade cognitiva que permite a uma pessoa compreender e interpretar o mundo ao seu redor.
Sabedoria é um conceito mais amplo que engloba não só o conhecimento e o entendimento, mas também a experiência e a capacidade de julgamento. A sabedoria envolve a habilidade de aplicar o conhecimento e o entendimento de forma prática e sábia, levando em conta as consequências e as implicações das decisões que se tomam. A sabedoria é muitas vezes considerada como uma qualidade que vem com a idade e a experiência, mas também pode ser desenvolvida através da reflexão e do autoconhecimento.
Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento.
Provérbios 2:6
PARA OS CRIADORES DE CONTEÚDO
EPITETOS EXTENSOS E COM MUITOS ADJETIVOS TORNAM O DISCURSO CANSATIVO E FOGE O "FAMILIAR".
- Epitetos podem ser descrições.
LEIA O LIVRO SOBRE RETÓRICA DE ARISTOTELES AQUI.
TEXTOS ENUNCIATIVOS AJUDAM NA COMPREENSÃO DE QUEM APRENDE E ESCUTA O SEU CONTEUDO.
Algo como, descrever uma mulher que vai ao mercado, com uma lista de compras, e, faz as compras :Ela foi ao mercado.
Chegando lá, pegou a sua lista de compras e colocou no carrinho :
- 2 pacotes de arroz;
- 2 pacotes de feijão;
- 2 litros de oléo; etc;
Terminando, foi ao caixa, pagou e recebeu 10 reais de troco.
Voltou para sua casa feliz.
Esse tipo de texto, tem os elementos que facilitam a transmissão de conhecimento:
- clareza, organização, síntese e facilidade.
São as primeiras aulas de Aristotéles, para quem quer aprender a arte da Retórica. Livro III.
DEPOIS DE DOMINAR O TEXTO ENUNCIATIVO, SE FAZ O TREINO DE ANÁLISES E DESCRIÇÕES.
EPITETOS, ADJETIVOS E DESCRIÇÕES PODEM SER USADOS COMO ROUPAS, ONDE UMAS CAUSAM PRESTÍGIO, OUTRAS NÃO.
Essa metáfora pode ser entendida como uma forma de ilustrar como o uso de determinados adjetivos e descrições pode influenciar a percepção que as pessoas têm de alguém ou de algo. Assim como as roupas, algumas palavras têm um valor social e cultural que as tornam mais valorizadas ou desvalorizadas em determinados contextos.
Por exemplo, um adjetivo como "inteligente" ou uma descrição como "bem-sucedido" pode ser associado a prestígio e respeito em muitos contextos, enquanto que palavras como "preguiçoso" ou "fracassado" podem ser vistas como negativas e desvalorizadas. No entanto, é importante lembrar que o valor social atribuído a essas palavras pode variar de acordo com a cultura, o contexto e as experiências individuais. A moça que foi ao mercado pode se vestir como 'piriguete' ou 'mulher-de-família', ao critério dela ou do narrador.
Além disso, é importante lembrar que o valor de uma pessoa não deve ser baseado exclusivamente em adjetivos e descrições. Adjetivar personagens é uma coisa e adjetivar pessoas é outra. Cada indivíduo é único e complexo, e é importante valorizar a diversidade e as diferentes formas de ser e agir. Mas você pode ampliar o seus horizontes no sentido ralativo ao CAMPO SEMÂNTICO DAS PALAVRAS.
Aqui você pode pegar bem essa idéia que Aristóteles defende sobre : Metáforas de Maior Valor e Metáforás de Menor Valor. Esses textos de Aristóteles são muito antigos e de traduções difíceis, mas aqui conseguimos sintetizar esse assunto.
Quando o Criador descreve o Filho Pródigo, essa pessoa já teria passado para a condição de "porco", comendo e fazendo coisas de "porco"; entretanto, ele deixa a condição de "porco", quando retoma o seu entendimento e cai em si. Ali ele entende que tem que percorrer um caminho para voltar para a sua condição de dignidade e retomada de valores.







